
Não
quero mais o eterno,
Bastam-me horas,
Não quero mais o sereno,
Farta-me o insano.
Não espero mais nada do certo,
Aposto no engano.
Barroca
alma
Sem paz, sem calma
Não cabe mais no corpo
Explode pelos poros.
Hoje,
prefiro soltar-me à deriva
A ver-me preso ao mesmo porto
Acredito mais na beleza da lenda
Que na dureza da fé.
Acredito
em sonhos, que movem,
Invisíveis, os moinhos da vida
E criam histórias, fantasmas, heróis,
amores
Sempre foi assim.
Não
importa o que foi escrito pelo destino
O improviso são as flores,
Ele muda o caminho.
(2000)
