
Ando inebriado
de tua boca
ansioso de teus beijos
precisando de teus olhos
Teus carinhos me entontecem
Teu semblante é meu vício
Teu amor meu alimento
Esta mania não tem cura
Ainda acabo no hospício
Para este mal não há remédio
Tu és a invasora dos meus sonhos
Algoz dos meu caprichos
Mas sofrer esta dor bendita
e passar por este suplício sagrado
é, em realidade,
estar no paraíso
E estar curado
de todos outros males.
Benno Assmann

Lilian Russo
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